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Conheça Growth Experience e como esse pensamento ajuda seu negócio

21 de dezembro de 2020


Growth Experience, como muitos podem pensar, não é uma metodologia ou uma tendencia passageira, mas uma maneira de pensar. Uma transformação na estrutura de planejamento e de enxergar o mercado.

Com isso, fica evidente que Growth Hacking tem a capacidade de permanecer nos atuais e futuros modelos de trabalho porque ele se alinha as novas tecnologias e técnicas.

Para ajudar, neste post vamos mostrar os diferenciais e aplicações do Growth Hacking com base nos apontamentos de Pedro Clivati, sócio e Head of Growth da GrowthHackers — a primeira e maior comunidade de profissionais de Growth do mundo. Confira!

O que é Growth Experience?

Growth Experience é uma forma de trabalhar. Clivati destaca que o conceito está atrelado ao “foco holístico de escalar um produto ou serviço através do processo de experimentação ao longo da jornada do cliente: acquisition, activation, retention, revenue and/or referral”.

Por experimentação, o Head of Growth da GrowthHackers explica que se trata de gerar testes rápidos e com KPIs pré-definidos (qualitativos e quantitativos) que vão ajudar no desenvolvimento de produtos, dados, marketing e design.

Diferencia-se, então, do marketing tradicional por meio disso. Por outro lado, está presente em toda e qualquer técnica de marketing, uma vez que o Growth Experience pode ser aplicado para o alcance de objetivos diversos, como atrair leads ou aumentar as vendas, entre outros.

Vale destacar, ainda, que growth nasceu como uma consequência das dinâmicas transformações do mercado. Antes do advento digital, o alinhamento de tecnologia e produto era uma boa fórmula para alcançar o sucesso. Hoje em dia, não basta. É preciso se reinventar para evitar o marasmo do product death cycle que Clivati reforça sendo:

  • O spike inicial no gráfico após o lançamento de um serviço/produto;
  • O declínio nesse gráfico e o consequente lançamento de um feature para aumentar o número;
  • Lançamento de novos features.

Como resultado, o efeito prático disso é o declínio gradual do gráfico e desse efeito sanfona. 

Só não pense que o termo é tão recente assim. Growth Hacking foi um termo consolidado em 2010 por Sean Ellis (fundador do Qualaroo e do GrowthHackers). A época, Ellis identificou alguns pontos em comum entre as empresas que obtiveram um crescimento acelerado.

Não surpreendentemente, esses pontos-chave marcam o pensamento do Growth Experience.

Como isso funciona na prática?

Essa mudança de pensamento passa por uma linha de raciocínio aplicada da seguinte maneira:

  • Identificação do objetivo/problema em particular;
  • Pensamento em melhorias, nesse foco, e na priorização das melhores ideias;
  • Modelagem e lapidação das boas ideias, tornando-as cada vez mais simples e aplicáveis;
  • Aprendizado com os resultados — os positivos e também os negativos;
  • Coleta de dados para gerar novos testes.

É uma cultura incessante de inovação, portanto, focando em testes de rápida implementação. Isso não significa que seja algo fácil: disciplina, execução e uma construção coletiva desse pensamento são desafios que devem ser continuamente exercitados.

Por que investir em Growth Experience?

Existem bons motivos por trás dessa tomada de decisão. Veja, abaixo, alguns deles!

1. Crescimento sustentável da empresa

Você não precisa reinventar a roda diariamente. Que tal focar em crescimentos pequenos, por sua vez, e obter um desenvolvimento gradual da sua organização?

Com o Growth Experience aplicado, a somatória de soluções menores vai ampliar também os resultados positivos de maneira macro.

2. Cultura de experimentação

Com o privilégio de conseguir praticar testes simultâneos, muitos benefícios são colhidos ao mesmo tempo. Por exemplo: os dados de diferentes experimentos são gerados paralelamente. Isso reduz o tempo normalmente investido (e comumente longo) para analisá-los.

Assim, ainda que a taxa de falha nos testes seja elevada (cerca de 80% do total), os dados gerados ajudam a nortear as decisões de maneira ágil e cada vez mais eficiente e precisa.

3. Aprendizado acumulado

Com base no que dissemos no tópico acima, com o Growth Experience é possível acumular aprendizados múltiplos (dos sucessos e das frustrações) para encontrar boas soluções de maneira constante e gradual.

Pois, como já apontamos, mesmo nos insucessos conseguimos aprender algo — seja com melhorias na ideia ou simplesmente com o descarte de uma linha de raciocínio para determinado problema. Essa cultura de experimentação é uma lição diária para sempre pensar e planejar novas formas de melhoria.

Quando implementar o Growth Experience?

Ainda que essa “burocratização” do pensamento se aproxime da ideia de uma metodologia, o Growth Experience é uma mudança de pensamento. E isso pode ser estruturado na raiz cultural de qualquer empresa — e também dos indivíduos.

Por isso, vale a pena exercitar essa ideia a partir do pensamento crítico. E embora ele possa fazer parte da sua rotina a qualquer momento, o growth mindset tem um impacto maior de diferentes maneiras. Exemplo:

  • Pequenas empresas ou profissionais autônomos podem considerar a sua execução no momento de expandir os negócios;
  • Empresas em busca da estruturação de processos, uma vez que é uma excelente oportunidade para testar até identificar as melhores soluções para cada alternativa;
  • Empresas já estruturadas devem considerar o Growth Experience para evitar a estagnação de crescimento ou, até mesmo, a falsa sensação de estabilidade que tende a resultar no baixo interesse em inovação — exemplos recentes ajudam a reforçar isso, como ocorreu com a Kodak e a Blovkbuster, entre outras marcas.

Ou seja: toda hora é uma bora hora para praticar o Growth Experience. É fundamental, contudo, saber o estímulo principal para nortear as suas decisões e ações.

O que não é Growth Hacking?

Para finalizar, vamos combater tudo o que vimos a respeito da cultura growth com base em interpretações equivocadas ou incompletas a respeito do assunto:

  • Não é a busca da bala de prata (ou seja: uma solução definitiva para os seus problemas);
  • Não é a execução de qualquer hack — demanda planejamento e personalização;
  • Não inclui práticas ilegais de hacking;
  • Não é o novo marketing;
  • Não é a área de manutenção de bugs de estratégias e execuções (embora exista essa etapa);
  • Não é só desenvolvimento de códigos — embora também exista.

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